
A conexão em Kislev
Agora estamos no mês de Kislev. Um mês de redenção e milagres, de luz e calor, da vitória do espírito sobre o material. Sim, contra todas as probabilidades, a santidade venceu a impureza.

Com que frequência paramos para pensar nas coisas essenciais, naquilo que realmente compõe a nossa vida?
Por exemplo: de onde vem aquela força interior que nos ajuda a levantar depois de uma queda? Qual é a esperança – mesmo a menor – que nos permite enfrentar toda a dor e a escuridão que às vezes sentimos? E, no geral, como conseguimos respirar fundo, fechar os olhos, abri-los de novo e sentir nova energia?
Por exemplo: de onde vem aquela força interior que nos ajuda a levantar depois de uma queda? Qual é a esperança – mesmo a menor – que nos permite enfrentar toda a dor e a escuridão que às vezes sentimos? E, no geral, como conseguimos respirar fundo, fechar os olhos, abri-los de novo e sentir nova energia?
A resposta que imediatamente me vem ao coração, e que realmente ressoa dentro de mim, é: isso vem da nossa conexão interior.
Sim, quando estou conectado por dentro, a esse lugar forte e verdadeiro dentro de mim, então aconteça o que acontecer, eu sei que tenho força.
Você talvez esteja se perguntando agora: que lugar interior é esse? Como reconhecê-lo e como se conectar a ele?
A resposta é: a nossa alma.
Essa parte Divina que recebemos do nosso Criador, literalmente uma “centelha” Dele dentro de nós. A alma recebe sustento diretamente de sua origem: o próprio Criador do mundo.
Essa parte Divina que recebemos do nosso Criador, literalmente uma “centelha” Dele dentro de nós. A alma recebe sustento diretamente de sua origem: o próprio Criador do mundo.
“Meu D’us, a alma que Tu sopraste dentro de mim… enquanto minha alma estiver dentro de mim, eu Te agradeço…” – assim recitamos todos os dias nas preces da manhã.
Quando a situação aperta, quando há dor, quando tudo parece escuro e o fim não se vê, levantamos nossos olhos para Hashem.
Agora estamos no mês de Kislev. Um mês de redenção e milagres, de luz e calor, da vitória do espírito sobre o material. Sim, contra todas as probabilidades, a santidade venceu a impureza.
Quando os gregos invadiram o Santuário e profanaram todo o azeite do Beit HaMikdash, em Jerusalém e arredores, a Menorá não podia ser acesa. Nossos Sábios escrevem especificamente: “Eles impurificaram todo o azeite no Santuário.” Os gregos não derramaram o azeite no chão, nem o sujaram. O azeite continuou dentro das jarras, pronto tecnicamente para acender fogo. Mas já não servia para a Menorá sagrada. Ele havia sido profanado e corrompido.
Os gregos queriam que a Menorá fosse acesa, mas com o azeite impuro.
Os gregos queriam que a Menorá fosse acesa, mas com o azeite impuro.
A nossa luta com os gregos é sobre a forma de enxergar a vida.
Eles queriam “fazer-nos esquecer a Tua Torá e nos afastar dos Teus decretos”. Não se importavam que os judeus estudassem Torá como se fosse uma matéria acadêmica – música, filosofia ou outros saberes. O que realmente os incomodava é que para nós a Torá é a fonte da vida!
A nossa ligação com a Torá e as mitzvot é o núcleo da nossa conexão com Hashem: uma conexão de força imensurável.
A nossa ligação com a Torá e as mitzvot é o núcleo da nossa conexão com Hashem: uma conexão de força imensurável.
A Menorá, que só pode ser acesa com azeite puro, simboliza a pureza do modo de vida judaico.
Foi exatamente esse ponto que os gregos tentaram destruir. Eles eram inteligentes. Entenderam que é nesse lugar de conexão que está o centro da nossa força.
Foi exatamente esse ponto que os gregos tentaram destruir. Eles eram inteligentes. Entenderam que é nesse lugar de conexão que está o centro da nossa força.
A tragédia dos judeus que se tornaram helenistas começou naquela época e, infelizmente, continua até hoje. Por quê? Porque não compreenderam o ponto principal da vida judaica. Pensaram: o que tem demais um pouco de cultura grega?
E assim foi… até que uma minoria, os Chashmonaim, se levantou e lutou para preservar o espírito da Nação de Israel.
E assim foi… até que uma minoria, os Chashmonaim, se levantou e lutou para preservar o espírito da Nação de Israel.
Mas a guerra não acabou naquela época. Cada um de nós ainda trava uma batalha interna.
Somos chamados, o tempo todo, a brilhar e agir a partir do nosso azeite puro, do nosso pote interior de azeite.
Somos chamados, o tempo todo, a brilhar e agir a partir do nosso azeite puro, do nosso pote interior de azeite.
É um jarro que nunca se esvazia… porque é preenchido com o azeite mais puro, e é ele que nos alimenta e nos dá força renovada para iluminar, levantar e vencer!





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