
A Clareza da Verdade
Matitiyahu e seus filhos eram mestres em clareza da verdade! Não estavam dispostos a viver dois minutos sem ela. Foi daí que tiraram coragem para lutar uma guerra praticamente impossível, e foi por isso que venceram!

Matitiyahu Cohen HaGadol, o Sumo Sacerdote que recordamos sempre que recitamos a prece “Al HaNissim” durante Chanucá, está enterrado numa caverna dentro de uma floresta, aproximadamente um quilômetro ao norte da Rodovia 443, perto de Mevo Modiin.
Matitiyahu e seus filhos travaram uma guerra dupla, não apenas contra os gregos sírios, mas também contra os 95% do povo judeu que havia se assimilado ao helenismo. Mas, graças à sua firme, inabalável e intransigente dedicação a Hashem, à sua emuná, à Torá e à sua terra, ele conseguiu superar todos os obstáculos e reacender o fogo da fé e da entrega total no coração de seus corajosos filhos e também de sua filha.
De onde ele tirava tanta força e coragem?
Nada fortalece tanto uma pessoa, quanto a clareza da verdade.
Aquele que conhece a verdade e vive de acordo com ela é forte como um leão. Ele não aceita viver uma mentira; se você lhe tira a verdade, a própria vida perde o sentido. Por isso os nossos antepassados, em todas as gerações, desde Avraham Avinu, estavam dispostos a entregar seu último fôlego pela nossa fé em Hashem e na Torá.
Matitiyahu e seus filhos – Yehudá, Elazar, Shimon, Yochanan e Yonatan – sabiam a verdade. Para um servo de Hashem, a vida não tem valor sem Torá, emuná e santidade.
Os helenistas enganavam a si mesmos ao tentar misturar a verdade com concessões e agradar os gregos sírios, mas estes queriam destruir a verdade por completo e substituir tudo por uma vida guiada somente por prazeres corporais.
Hashem enviou nossas almas a este mundo baixo apenas para mais um pedaço de carne, mais um romance passageiro ou mais um jogo da NBA? Aqueles que gastam suas vidas correndo atrás de desejos materiais não são felizes e nem realizados. Pior ainda, não dedicaram um único minuto para esclarecer a verdade.
Bíceps de 50 centímetros não dão coragem. Verdade e emuná dão.
Se o governo de Israel – especialmente o Primeiro-Ministro – esclarecesse a verdade, nenhuma pressão estrangeira seria capaz de atrasar, muito menos cancelar, a construção de uma única casa em nossa terra santa e amada, nem impedir o que precisamos fazer para garantir nossa segurança. E também não haveria hesitação em retirar invasores beduínos de terras governamentais no Neguev e demolir todas as construções ilegais erguidas por eles.
Se um adolescente esclarecesse a verdade, diria “não” às bobagens que seus amigos fazem.
Se um judeu fora de Israel esclarecesse a verdade e perguntasse a si mesmo o que Hashem realmente quer dele, começaria a planejar o quanto antes uma viagem para fazer aliyá com sua família.
Se uma mulher soubesse a verdade, não se importaria se vizinhas a chamassem de “estranha” por se vestir da maneira que Hashem deseja.
Matitiyahu e seus filhos eram mestres em clareza da verdade! Não estavam dispostos a viver dois minutos sem ela. Foi daí que tiraram coragem para lutar uma guerra praticamente impossível, e foi por isso que venceram!
Enquanto nos aquecemos com a luz sagrada das velas de Chanucá, vamos refletir sobre o verdadeiro significado desta bela festividade, que comemora o milagre dos poucos sobre os muitos, dos puros sobre os impuros e da luz sobre a escuridão.
Vamos lembrar da dedicação e da entrega de Matitiyahu e seus filhos. Vamos nos fortalecer e carregar a tocha da Torá e da verdade, aconteça o que acontecer. Nós conseguimos.
Tudo o que precisamos é emuná e verdade: estes são os dois pilares da coragem nacional judaica.
Sempre que vemos nossos líderes cederem à pressão externa, ali há uma grande falta de emuná e verdade.
O Festival das Luzes é o nosso lembrete anual de fortalecer essas duas áreas essenciais.
Feliz Chanucá!





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