Ela arruinou minha vida…

Se ela sorri com facilidade, isso é um ótimo sinal. Mas se quase não sorri, ou se o sorriso parece falso, forçado, como se doesse… fuja!

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Racheli Reckles

Posted on 26.01.26

-Pergunta:

Sou um jovem de 23 anos. Sou observante e esperava me casar com minha namorada. Infelizmente, minha mãe se meteu no meio da relação e, no fim, conseguiu nos separar. Ela me disse que minha namorada era muito dependente e insegura, pois sempre me pedia que eu lhe comprasse presentes e que estivesse o tempo todo ao seu lado. Além disso, muitas vezes apontava tudo o que eu fazia de errado e me comparava com o ex-namorado dela, que, segundo ela, era muito melhor do que eu. Já terminei com ela várias vezes e voltamos… No entanto, ainda a amo e sinto que ela é “A Escolhida”. Agora não sei o que fazer.

Eli

-Resposta:

Eli, não sei como te dizer isso.

Ao que tudo indica, você sofre de uma séria deficiência de emuná e de um ego masculino bastante inflado. Redundante? Sim, eu sei…

Então aqui vai a boa notícia e a má notícia.

A primeira é totalmente curável.
A segunda… nem tanto.

Agora que já arruinei completamente o seu dia, vamos ver como consertar toda essa confusão.

Primeiro, vamos tratar dos “pontos fracos” da sua namorada. Você diz que ela é dependente — emocional e materialmente. Além disso, ela te compara com o ex-namorado e já terminou com você várias vezes.

Eli, me diga uma coisa: ela é sua primeira namorada?

Porque, meu querido… ela está te enrolando!

Aqui vai uma lição super importante sobre amor, diretamente da Doutora em Amores Iraquianos: isso não é um relacionamento saudável!

Entendo que você está me contando o seu lado da história e que ela tem o lado dela, mas só posso opinar com base no que você me descreveu.

Meu querido Eli: você não é um pano de chão humano para que sua namorada pise em você e te use para limpar o chão. Você é um ser humano, com sentimentos e necessidades — e esses sentimentos não devem ser manipulados nem esmagados.

O fato de ela te tratar como lixo já deveria ter sido motivo suficiente para você encerrar essa relação. Mas, por algum motivo, não foi. Você tolerou isso. Não sei, não te conheço, mas aposto que você sofreu muito. Talvez nunca tenha admitido isso para ninguém, mas não dá para esconder a verdade de si mesmo. Ninguém mentalmente saudável seria feliz em um relacionamento assim.

Agora vamos ao problema da falta de emuná da qual você está sofrendo.

Como cheguei a esse diagnóstico tão brilhante? Muito simples: você colocou a culpa na sua mãe pelo fim do relacionamento. Sinceramente, Eli, isso me surpreende bastante. Você diz que é observante, mas parece ter pouquíssima fé em Hashem.

Quem você acha que dirige o mundo? Espero que tenha respondido “Hashem”.
Pois bem, se Hashem dirige o mundo, então o que sua mãe faz? Ela é a mensageira Dele. Como você não é Moshê Rabenu, é bem provável que Hashem não fale diretamente com você. Assim como com todos nós, Ele se comunica por meio de pessoas e situações.

Neste caso, Ele te deu uma mensagem muito clara por meio da sua mãe. E, em vez de agradecê-la por ter feito tão bem o seu papel, você a culpa por ter “arruinado a sua vida”.

Isso não é nada “emunáico”…

Além disso, as mães costumam ter um radar humano muito poderoso, especialmente quando se trata das amizades e relacionamentos dos filhos. Supondo que sua mãe seja uma pessoa normal — e tudo indica que seja —, ela fez a coisa certa ao te alertar tantas vezes.

A experiência de vida dela, sua sabedoria e seu Radar MN (Má Namorada) apitaram forte, avisando que o filho estava caminhando para um desastre — e que ela precisava agir rapidamente para salvá-lo.

E acredite: ela te salvou.

O que me leva ao meu terceiro diagnóstico, digno de um Prêmio Nobel: seu ego masculino é enorme!

Na verdade, o de todos é… mas o fato de você achar que sua mãe estava errada e continuar pensando assim mostra que você acredita entender mais do assunto do que ela. E mostra também que você tem dificuldade em aceitar mensagens que não coincidem com a sua própria visão.

Escute bem, Eli. Você parece ser uma boa pessoa, mas ainda tem muito a crescer.

Vamos recapitular:

Primeiro: nunca, jamais, aceite ser tratado como um pano de chão.
Segundo: aprenda a enxergar Hashem em tudo o que acontece e em cada situação da sua vida.
Terceiro: peça perdão à sua mãe — ela fez a coisa certa, e você deveria agradecê-la por isso.

Vamos imaginar por um momento o que teria acontecido se você tivesse se casado com essa moça. Supondo que ela continuasse a mesma, teria sido uma esposa reclamona, dependente e insaciável, que jamais estaria satisfeita, não importa o quanto você desse. E você se sentiria cada vez pior, sem entender por que nada do que fazia era suficiente. Se tivessem filhos, eles cresceriam em um lar cheio de tensão e brigas.

Em vez de viverem felizes para sempre, o casamento teria terminado em um divórcio complicado, no qual ela provavelmente entraria com processos para ficar com todos os seus bens.

Você pode achar que exagero, mas é assim que esse tipo de relacionamento costuma terminar.

Eli, você merece uma boa moça — alguém que seja sua parceira de vida, não sua dona. Você não é escravo de ninguém. Além disso, ela precisa ser uma mulher com autoestima, segura de si.

Não posso te dizer exatamente como encontrar uma moça assim, mas posso te dar uma grande pista.

Observe o sorriso dela.

Se for um sorriso verdadeiro, aberto, sincero, há uma grande chance de que ela seja a moça certa para você. Se ela sorri com facilidade, isso é um ótimo sinal. Mas se quase não sorri, ou se o sorriso parece falso, forçado, como se doesse… fuja!

Espero que isso te ajude a encontrar a moça dos seus sonhos.

Bênçãos,

Racheli Reckles

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