
O grande milagre de Purim
E a luz de Purim tem o poder de nos dar essa consciência. É a sabedoria mais necessária neste mundo. É o verdadeiro começo de todos os começos.

O grande milagre de Purim foi a derrota de Amalek e a anulação de seu plano contra Israel. Mas Amalek não é apenas história: é uma guerra eterna contra Hashem. A cada geração, Amalek ressurge com outro rosto, e a mitzvá de lembrar dele nos exige reconhecer quem é o Amalek do nosso tempo. Todo ano, o trabalho principal em Purim é combater essa klipá (casca de impureza) e submetê-la com a força e os conselhos de Mordechai e Ester, que se renovam a cada geração. Amalek representa a dúvida e a negação da emuná – fé. Por isso, Purim é o começo de todos os começos: é a raiz da emuná, fundamento de toda a vida, material e espiritual. “Amalek” tem o mesmo valor numérico que “safek” (dúvida), o principal inimigo da fé, que só é verdadeira quando é forte, clara e absoluta.
Conforme expliquei neste último ano – que a raiz da emuná é a certeza absoluta de que Hashem ama pessoalmente cada pessoa – Purim nos permite vencer a dúvida e revelar o oculto, mostrando que Hashem nos ama mesmo nas profundezas de nossas quedas.
Amalek surgiu depois que o povo perguntou:
“Está Hashem entre nós ou não?”. Rashi explica que essa foi a causa de sua chegada. O que significa essa pergunta? O Midrash dá uma parábola clara: Uma criança estava sobre os ombros do pai. Viu um amigo do pai e perguntou: “Você viu meu papai?” O pai respondeu: “Você está sobre meus ombros e pergunta por mim?” É impressionante que o Midrash determine que o erro foi não ver o Pai celestial. Perguntaram: “Onde está Papai?”. A consciência de que Hashem é um Pai se ocultou deles. Ignoraram-na. E o resultado foi imediato: “E veio Amalek”. Sem a certeza de que Hashem é Pai, falta o coração da fé.
O trabalho dos tzadikim Mordechai e Ester é mostrar o quanto Hashem está com cada judeu, com cada pessoa, mesmo nas profundezas da queda. Por isso está escrito: “Todo dia Mordechai caminhava diante do pátio da casa das mulheres para saber como estava Ester”. Rabenu explica que o tzadik fortalece as almas afastadas e transforma as ocultações em conhecimento. O que são as ocultações? São momentos em que não se vê o Pai (Hashem). Papai parece escondido, como a criança sobre os ombros que não percebe que já está sustentada.
Isso traz Amalek. O tzadik transforma essa ocultação em “daat” – conhecimento claro: a certeza de que Hashem é um Pai bom.
A consciência de que Hashem é Pai, por si só, é a derrota de Amalek.
E a luz de Purim tem o poder de nos dar essa consciência. É a sabedoria mais necessária neste mundo. É o verdadeiro começo de todos os começos.
Queridos irmãos, este é o momento de clamar:
“Salva-me da klipá de Haman-Amalek” – ou seja, salva-me da ocultação que me impede de saber que Tu és meu Pai e me amas.
“E concede-me a santidade de Mordechai e Ester” – elimina a ocultação e dá-me a certeza de que és meu Pai e me amas.
E todas essas ferramentas de Emuná estão em suas mãos!





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