A recompensa por guardar os olhos

Conteúdos saudáveis produzem uma mente saudável. Da mesma forma, conteúdos prejudiciais causam danos profundos, alimentando pensamentos negativos e impuros. Nunca devemos esquecer que a pessoa é, em grande parte, a soma dos seus pensamentos.

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Rabino Shalom Arush

Posted on 09.07.26

As tentações deste mundo são ímãs extremamente poderosos. Se a pessoa não tomar muito cuidado em guardar seus olhos, ela quase automaticamente segue aquilo que vê, sendo atraída por tudo o que está diante dela. E isso não se aplica apenas às pessoas de vontade fraca. O Talmud nos conta que Sansão “seguiu os seus olhos” (Tratado Sotá 9b). Nossos sábios chamam os olhos de “intermediários do pecado”, pois eles podem conduzir a pessoa por caminhos perigosos.

Guardar os olhos, portanto, não é uma prática apenas para os homens, mas para toda a família. É um requisito para apegar-se a Hashem e para manter uma mente saudável. Ao fechar os olhos para aquilo que não devemos ver, impedimos que enormes quantidades de “lixo” entrem em nossa mente. Assim, nosso pensamento fica livre para se concentrar em Hashem e em Sua Torá.

A pessoa pensa naquilo que vê. Consequentemente, ela não pensa naquilo que nunca viu, porque isso simplesmente não faz parte do seu mundo. Quando fechamos nossos olhos para as distrações do mundo material, tornamo-nos livres para buscar o mundo espiritual: Hashem, Sua Torá e Sua sabedoria Divina.

Por outro lado, quando nossos olhos estão constantemente voltados para o mundo material, nossos pensamentos tendem a se dispersar para todas as direções, em vez de se voltarem para Hashem, a menos que contemplemos o mundo como parte do nosso serviço a Ele. Assim, ao admirar um belo pôr do sol ou uma majestosa cadeia de montanhas, fazemos isso para louvar Hashem por Sua maravilhosa criação.

Como as crianças ainda não são dominadas pelos desejos, não é apropriado falar com elas sobre imagens proibidas. Em vez disso, devemos ensiná-las a manter o foco em Hashem, mostrando como é maravilhoso apegar-se a Ele por meio do estudo da Torá e da oração, em vez de ocupar a mente com coisas passageiras e sem valor duradouro.

Mais uma vez, o exemplo dos pais é o ensinamento mais poderoso. Um pai que dedica seu tempo livre ao estudo da Torá, à oração pessoal e ao louvor a Hashem por meio dos Salmos transmite essa mensagem aos filhos de forma muito mais eficaz.

As imagens que vemos ao acaso não apenas desviam nossa atenção, mas também sobrecarregam desnecessariamente nossa mente. Tudo o que os olhos veem fica registrado no cérebro. Assim como um computador possui uma capacidade limitada de armazenamento, o cérebro também possui seus limites.

Quem olha para tudo – especialmente televisão, filmes e outros conteúdos visuais – enche a mente de imagens desnecessárias que acabam ocupando espaço e deixando pouco lugar para conteúdos elevados. Mesmo quando essas imagens parecem inocentes, elas congestionam a mente e dificultam a absorção e a retenção de pensamentos santos e edificantes.

O santo Rebe Yaakov Yisrael, conhecido como o Chozeh de Lublin (o “Vidente de Lublin”), de abençoada memória, manteve seus olhos fechados durante sete anos consecutivos. Ele evitava ver qualquer coisa desnecessária, muito menos algo prejudicial. Só abria os olhos para ler as letras da Torá e do livro de orações. Após esses sete anos, recebeu um extraordinário nível de percepção Divina, razão pela qual passou a ser chamado de “Chozeh”, o Vidente. Sua mente era preenchida exclusivamente por santidade.

Há um famoso ensinamento atribuído ao Baal Shem Tov que diz:

“A pessoa está onde estão os seus pensamentos.”

Por exemplo, alguém pode estar fisicamente sentado em um kolel ou em uma yeshivá, mas seus pensamentos estarem no mercado. Nesse caso, é lá que ele realmente está, entre as bancas de frutas e peixes, e não estudando Torá.

Por outro lado, um açougueiro que trabalha no mercado, mas está pensando no Daf Yomi e na conversa que terá com Hashem durante sua hitbodedut, está, na verdade, com Hashem, e não entre os pedaços de carne que está cortando.

A pessoa é definida pelo lugar onde seus pensamentos se encontram.

Mesmo quando alguém está andando na rua, se mantém os olhos protegidos e a mente voltada para Hashem, está junto d’Ele. Não precisa se preocupar com tudo o que acontece ao seu redor, pois está muito mais protegido em seu “domínio particular” do que no “domínio público”. Ao guardar os olhos, permanece espiritualmente em seu espaço privado, mesmo enquanto atravessa o mundo exterior.

Enquanto permanece apegado a Hashem, Hashem está com ele e o protege. Porém, quando levanta os olhos e passa a concentrar sua atenção no ambiente ao redor, em vez de manter o foco em Hashem, torna-se vulnerável aos perigos, tanto espirituais quanto físicos.

Mesmo sem mencionar explicitamente o tema das imagens impróprias, qualquer homem, mulher ou jovem — até mesmo alguém distante da observância da Torá — consegue compreender que a mente é profundamente influenciada pelo ambiente ao qual está exposta.

Conteúdos saudáveis produzem uma mente saudável. Da mesma forma, conteúdos prejudiciais causam danos profundos, alimentando pensamentos negativos e impuros. Nunca devemos esquecer que a pessoa é, em grande parte, a soma dos seus pensamentos.

O rei David declarou com alegria:

“Eu estou sempre Contigo.” (Salmos 73:23)

Ou seja, ele permanecia constantemente apegado a Hashem.

E isso era possível porque também podia dizer:

“Meus olhos estão sempre voltados para Hashem.” (Salmos 25:15)

Ele não fixava seus olhos em nada além daquilo que fazia parte da vontade de Hashem.

A ligação é clara: quem guarda os olhos consegue apegar-se a Hashem!

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1. Hallf Mendes

7/18/2026

Muito obrigado Rabino, por essas palavras eu estou em um momento de escuridão espiritual e financeira. Apegado ao mundo e ao seus vícios. Ore por mim estou sem forças pra clamar a Hashem .

2. Adeli Marques Dias Azerêdo

7/14/2026

QUE MENSAGEM LINDA!
AMO H’SHEM MUITO!
O QUE ESSE CHOZEH DE LUBLIN FEZ, FOI LINDO DEMAIS!

3. Maria Angélica Boitar

7/14/2026

Shalom! Palavra edificante que veio de encontro ao que minha alma necessita. Há uma semana desativei minhas redes sociais e expliquei a parentes e amigos que nada do que eu via lá me edificava. Amen e amen! Baruch Hashem Ata Adonai!

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