
A Grande Joalheria
O letzer Hara nos confunde, fazendo com que invistamos todas as nossas forças no futuro, sem conseguir cuidar e aproveitar o presente.

Um cliente bastante especial chegou em uma joalheria. A seu pedido, o proprietário retirou uma grande quantidade de colares de alto valor da vitrine para que o comprador pudesse verificar sua qualidade. Quando finalmente pareceu ter se decidido, o cliente pediu ao comerciante que lhe mostrasse uma última vez o colar mais valioso de todos. Ele o segurou em suas mãos e, enquanto o observava atentamente, de repente e inesperadamente, correu em direção à porta e fugiu rapidamente pelas ruas da cidade. O lojista, enganado, pulou furiosamente sobre o balcão e, sem hesitar, começou a perseguição. Depois de uma longa corrida, o ladrão chegou a um beco sem saída e quando parecia que não tinha mais escapatória, ele deu um grande salto e, com uma agilidade surpreendente, escalou uma das paredes e continuou sua fuga. O comerciante copiou o movimento e o seguiu, e depois de vários quarteirões e graças a sua grande determinação, conseguiu alcançá-lo e com um forte empurrão, conseguiu derrubá-lo e resgatar seu valioso colar. O ladrão, assustado, levantou-se rapidamente e saiu correndo novamente, mas isso não interessava mais ao comerciante, pois seu único objetivo era recuperar a jóia. Cheio de orgulho, ele voltou à loja, apreciando muito o colar.
Cerca de cinquenta metros antes de chegar ao seu estabelecimento comercial, ele não conseguia acreditar no que seus olhos estavam vendo e, colocando as mãos na cabeça, começou a correr novamente, mas dessa vez em direção à sua joalheria. Ao chegar, ele pôde confirmar o que tinha visto de longe: a loja estava literalmente esvaziada. Lá ele entendeu que o primeiro ladrão — a quem ele perseguiu com tanta determinação — tinha sido apenas uma distração para que sua gangue pudesse realizar o roubo em larga escala.
Moral da História: O ladrão em nossa história é comparado ao letzer Hara; o colar se compara ao futuro da pessoa; e comparamos as jóias com o tempo presente. Vivemos constantemente pensando no futuro e assim perdemos todo o nosso presente. O letzer Hara nos confunde, fazendo com que invistamos todas as nossas forças no futuro, sem conseguir cuidar e aproveitar o presente. Mas, como diz o Talmud: “Eu criei o letzer Hara, mas também criei a Torá, que é o antídoto para isso”, que inclui muitas dicas práticas que nos permitem focar apenas no presente. O Shabat, por exemplo, é o dia em que paramos todas as atividades e podemos desfrutar de uma mesa em uma conversa descontraída com nossa família e, mais do que tudo, reforçar a Emuná de que é Hashem quem nos sustenta e mantém toda a criação.
No próximo Shabat, lembre-se desta história na mesa de sua família, feche os olhos e reserve um momento para sentir, viver e aproveitar o momento, e reflita sobre o quão afortunado você é e o quanto você já tem!
3/24/2025
Shalom, vou me lembrar disso. E passar essas sábias histórias a eles . Todah
3/19/2025
Belo texto