Verdade e beleza

Como a felicidade autêntica pode sobreviver em uma atmosfera de maldade, pensamentos proibidos, inveja e competição? A presença Divina certamente sairá correndo desse lugar!

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Rabino Shalom Arush

Posted on 31.03.25

A falta de honestidade hoje em dia é o que torna nosso mundo tão incompleto. Com o mínimo de observação objetiva, podemos perceber que a Torá é a verdade absoluta. Por exemplo, podemos ver claramente no judaísmo por que homens e mulheres devem se sentar em lados separados em casamentos e outros eventos sociais. A distribuição de assentos protege os convidados de vários pecados, como homens olhando esposas de outros homens, flertando e cobiçando. Consequentemente, a presença Divina pode habitar em meio aos convidados e a alegria do evento permanece pura.
 
Consideremos agora o oposto, uma festa em que homens e mulheres se sentam e dançam juntos. Nesses eventos, é óbvio que a dança não é em honra a Hashem, nem mesmo aos noivos. É tudo uma mentira. A mistura de homens e mulheres leva à paquera, cobiça e até pior. Todos são jogados num círculo vicioso de hipocrisia e rivalidade desnecessária. Como a felicidade autêntica pode sobreviver em uma atmosfera de maldade, pensamentos proibidos, inveja e competição? A presença Divina certamente sairá correndo desse lugar!
 
A elevação espiritual é um bem único daqueles que cumprem a Torá. Como é bonito o ensinamento de que devemos ser felizes com o que nos cabe e especialmente com nosso cônjuge! É muito degradante e humilhante quando o homem olha uma mulher que não é sua esposa, ou quando uma mulher casada olha outro homem. Isso está claramente errado. A verdadeira beleza só pode ser encontrada onde marido e mulher se amam, vivem em um lar amoroso e são felizes com o que têm em casa.
 
Essa é a honestidade genuína! Isso também reflete como é verdadeira nossa Torá viva. A sagrada Torá abarca todos os caminhos da vida e recompensa quem lhe é fiel com integridade e felicidade. Felizes são aqueles que andam pelos caminhos da sagrada Torá.
 
A pessoa íntegra não cobiça o que não lhe pertence. Se algo não lhe pertence, para que olhar ou querer? À mulher integra é discreta e não deve desejar que outros homens a olhem ou desejem. Não cumprimos os preceitos da Torá porque nos ajudam a levar uma vida íntegra. Nós os cumprimos porque são dados por D’us.
 
A Torá não é apenas um manual de etiqueta e comportamento socialmente aceitável. Cada palavra na Torá brilha com magnitude espiritual suprema. Não cumprimos os mandamentos porque parece ser a coisa certa a fazer. Isso nos levaria a ser seletivos e a cumprir apenas as coisas que julgamos corretas aos nossos próprios olhos em determinadas circunstâncias.
 
Se agimos como se a Torá fosse subordinada aos nossos conceitos subjetivos sobre o que é justo, diminuímos seu status elevado, D’us nos livre. O Rebe Nachman então nos ensina que cumprimos todas as leis da Torá somente porque elas nos foram ordenadas por Hashem, e não por parecerem lógicas ou não ao nosso limitado cérebro humano.
 
Se mencionamos o bom-senso contido nos mandamentos, é para ressaltar como é imperativo cumprirmos as leis da Torá que nos ensinam a conduta adequada a seguir. Toda a imundice, corrupção e problemas do mundo ocorrem por que não seguimos a Torá como deveríamos. A Torá é a essência da honestidade, mas também está além do entendimento humano. O Rei Salomão disse (Provérbios 3:17): “E todos os caminhos são paz.” Não há verdade maior que a paz verdadeira.
 
Nossos patriarcas cumpriam a Torá e suas leis até mesmo antes da Torá ser recebida no Monte Sinai. Como? Eles haviam aperfeiçoado seus traços de personalidade e sua integridade lhes dizia que eles precisavam cumprir os mandamentos. A Torá está dentro de cada um de nós. Se aperfeiçoamos todas as nossas características, nós também podemos conhecer toda a Torá, mesmo que nunca a tenhamos recebido!

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